Um dos sinais (alarmantes, por sinal) da necessidade de repensar nosso lixo.
É sabido que o plástico demora muitos e muitos anos para se recompor (estimativas vão de 100 a 500 anos), o que significa que provavelmente todo plástico produzido até agora (e que não foi reciclado) ainda está por aí em algum lugar. Eu particularmente acho isso muito assustador.
O que acontece, de modo bem simplificado, é o seguinte: o plástico, que acaba indo parar no mar por vários motivos (vem dos rios, é jogado nas praias, etc.), acaba se acumulando por causa das correntes marítimas que convergem nessa região. O resultado é uma massa de lixo (em sua imensa maioria, plástico) que se acumula cada vez mais. É bem difícil determinar o tamanho dela, mas fala-se numa área equivalente a duas vezes a dos EUA continental (cerca de 15 milhões de km quadrados) e 10 metros de profundidade.
Não se sabe quais podem ser os efeitos a longo prazo, mas a curto prazo quem está pagando por tudo isso são os animais marinhos principalmente:
Já parou pra pensar o quanto desse plástico (e outras coisas) não precisava ter sido utilizado? O vídeo abaixo diz que quase 13 de tudo isso são sacolas plásticas.
Quantas vezes aceitamos sacolas quanto poderíamos simplesmente colocar o item na bolsa ou na mochila?
A solução é bem complicada. Daria pra retirar o lixo de lá e trazer para o continente, mas muito provavelmente não haveria lugar pra tudo isso (e seria difícil um país aceitar receber uma coisa dessas). O melhor a fazer é tentar contribuir para que essa massa aumente o mínimo possível.
O objetivo do blog é justamente esse: pensar em maneiras de fazer isso.
Saiba mais: Grande Porção de Lixo do Pacífico (se você fala inglês, o artigo tem bastante coisa, vale a pena dar uma olhada)
Lembre disso na hora que oferecerem aquela sacolinha na saída da padaria ou mercado.


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